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A malignidade do pecado
Se esforce tanto para conhecer a Deus quanto para ser afetado pelos Seus atributos. Viva sempre diante Dele. Ninguém pode conhecer o pecado perfeitamente porque ninguém podeconhecer Deus perfeitamente. Você não pode conhecer o pecado mais do que você conhece a Deus, contra quem o seu pecado é cometido; a malignidade formal do pecado é relativa, pois é contra a vontade e os atributos de Deus. O homem piedoso tem algum conhecimento da malignidade do pecado porque ele tem algum conhecimento do Deus que é ofendido pelo mesmo. O ímpio não tem um conhecimento prático e prevalente da malignidade do pecado porque eles não têm um conhecimento de Deus. Aqueles que temem a Deus temerão o pecado; aqueles que em seus corações são irreverentes e impertinentes para com Deus, serão, em seus corações e em suas vidas, a mesma coisa para com o pecado; o ateísta, que acha que não existe Deus, também acha que não há pecado contra Ele. Nada no mundo inteiro irá nos mostrar de maneira tão simples e poderosa a maldade do pecado, do que o conhecimento da grandeza, bondade, sabedoria, santidade, autoridade, justiça, verdade, e etc., de Deus. Portanto, o senso da Sua presença irá reviver em nós o senso da malignidade do pecado.
Considere seu primeiro e principal trabalho matar o pecado em sua raiz; limpar o coração, que é a fonte; pois é do coração que vem todo o mal em nossa vida. Saiba quais são as principais raízes; e use o seu maior cuidado e diligência para mortificá-las, especialmente as seguintes:
1) Ignorância.
2) Incredulidade.
3) Desconsideração.
4) Egoísmo e orgulho.
5) Carnalidade, em agradar um apetite, luxúria e fantasia selvagens.
6) Insensibilidade, dureza de coração e sonolência no pecado
Por trás da traição pode haver uma bênção
Autor: H. L. Roush;
Editora: Editora dos Clássicos;
“A experiência debilitante de ser traído pelos próprios amigos e amados necessariamente virá a vida de cada crente. Baseio esta observação em muita experiência na vida cristã e no ensinamento claro e simples da Palavra de Deus. (…).
Creio que todo homem em quem Jesus habita terá nestes últimos e terríveis dias o seu próprio Judas particular; pois no dia de engano e falsificação será preeminente o irmão falso. Além disso, traição é a experiência comum de todo homem que Deus já usou em qualquer época para a sua glória.
Nosso texto em Lc 21:16 diz que a traição vem por intermédio de “pais, irmãos, parentes e amigos”. Fato espantoso, mas verdadeiro e com boa razão. Em primeiro lugar, nossos inimigos não podem nos trair. Não lhes permitimos se aproximarem suficientemente dos nossos corações. Não temos intimidade suficiente com nossos inimigos. Compartilhamos do nosso coração com os nossos irmãos e amigos. Já que nossos inimigos não nos podem prejudicar, são os nossos amigos que nos ferem. (…).
José foi cruelmente traído pelos seus irmãos, lançado numa cova e vendido como escravo, para depois ser favorecido por Potifar e outra vez maliciosamente traído pela sua esposa. Lançado no cárcere, ele se tornou amigo do mordomo do rei e brevemente conheceu a agonia do beijo mais uma vez. Mas os anos passaram e o Senhor se lembrou de José e o exaltou ao trono do Egito em vitória. O segredo bendito da sua sabedoria, sim da sua paciência triunfante e conquistadora é revelado nas suas palavras aos seus irmãos: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou. em bem.” (Gn 50:20).
Pedro manifestou essa mesma verdade na sua perspectiva da cruz do calvário. Mesmo acusando a nação de ter tomado Jesus com aos de iníquos para crucificá-lo e matá-lo, Pedro não viu nisto não viu nisto nenhuma vitória de Satanás; porém, anuncia triunfantemente que o Senhor Jesus Cristo foi “… entregue pelo predeterminado desígnio e presciência de Deus” (At 2:23).
E assim, mui amados santos de Deus, que neste momento se encontram em perplexidade por causa da traição de um amigo, reconheçam nesta hora que Deus bem poderia ter impedido o acontecimento se assim quisesse, mas o permitiu para o, seu bem. Regozijem-se nesta bênção, pois ele está aceitando-os como filhos e preparando-os como instrumentos de conforto e consolação a outros (2 Co 1:3,4). Ele tem agraciado as suas vidas com o privilégio glorioso de compartilhar dos sofrimentos mais íntimos de Cristo (Fp 3:10). Esta comunhão é dada a um grupo selecionado, pois nem todos gozam o privilégio de conhecer a agonia da traição, cuja finalidade é levar-nos a compartilhar em alguma medida a profundidade do amor de Cristo. Seu traidor intentou-lhe mal, mas Deus tornará tudo para o bem; e como Jesus escolheu Judas porque ele precisava daquela traição na sua própria vida, da mesma maneira Deus na sua fidelidade tem escolhido os nossos traidores – pois ele sabe muito bem que se deixasse a escolha para nós, nunca teríamos aceitado.
Mas alguém pergunta: “Escolheu os nossos traidores? Que bem podem fazer a nós?” Você se esqueceu que a traição de Judas levou Jesus Cristo à sua maior obra e desencadeou os eventos que cumpriram os Propósitos eternos de Deus em Cristo? A redenção eterna pelo sangue de Cristo foi o fruto daquele ato infame de Judas! O fato permanece que nossos amigos não farão isto por nós. Somente os nossos inimigos nos entregarão à dor de circunstâncias além do nosso controle, desta forma realizando ou prestando um verdadeiro serviço aos santos de Deus.
Foi um traidor que me entregou a circunstâncias que transformaram o curso do meu ministério e me libertaram à maior obra da minha vida. Foi um traidor que trouxe sofrimento à minha vida, cujo resultado foi a minha libertação da dependência de homens e que me tornou livre no Senhor!
A bênção da traição? Só Deus poderia fazer assim, mas eu descobri que o paradoxo destas palavras contém uma realidade. A traição às mãos daqueles em quem temos confiado o nosso coração, pode trazer uma bênção impossível de se conter. Através da traição aprendi o que o salmista quis dizer quando cantou:
Através da traição aprendi que a força e graça do Senhor Jesus Cristo na minha vida só podem ser operadas através da bênção da fraqueza que é produzida pelas bofetadas do mensageiro de Satanás como um espinho na carne (2 Co 12:7).
Através da traição somos preparados para a benção de sermos usados para confortar outros que atravessam a mesma prova da sua fé, com a mesma consolação que nós mesmos recebemos de Deus (2 Co1:4).
Através da experiência de traição por falsos amigos, recebi uma das maiores bênçãos da vida ao aprender como amar aos meus inimigos e abençoar os que me perseguem.
Quando se concretizar a benção da traição, olharmos em retrospecto, e virmos o quanto colhemos na multiplicação de alegria, amor, graça, força e comunhão com o querido Senhor Jesus, nos sentiremos abismados pelo reconhecimento do bem imensurável que nosso traidor tem operado em nosso favor. Não importa quais foram as suas intenções. Importante é o fruto bendito que ele introduziu nas nossas vidas.”
(H. L. Roush)
Uma coisa, um detalhe, mas…
Uma só coisa, que faz uma grande diferença:
“Falta-te uma coisa: vai, e vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me” (Mc 10.21).
“Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem ou fazer mal? Salvar a vida ou matar?” (Lc 6.9).
“Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” (Lc 10.41-42).
“Se é pecador, não sei; uma coisa sei, e é que, havendo eu sido cego, agora vejo” (Jo 9.25).
“Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim” (Fp 3.13).
“Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia” (2Pe 3.8).


A Bênção da Traição