Deus faz forte aquele que se julga fraco

O mundo valoriza e idolatra a força: a força física dos atletas, a força financeira das empresas, a força política dos governantes, a força da beleza estética nas passarelas, a força das inteligência dos acadêmicos, a força bélica dos exércitos.

Paulo mostra um conceito diferente. Ele afirmou que a fraqueza pode atrair o poder de Deus, tornando a pessoa forte de forma surpreendente.

Deus faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem vigor. Por isso, o povo que conhece a Deus se torna forte a ativo, vindo a fazer proezas.

Deus usa o fraco para confundir e surpreender o forte. Deus faz com que a mulher estéril habite em família e seja alegre mãe de filhos.

Moisés, cheio de fraquezas foi poderosamente usado por Deus. Da mesma forma Jeremias, julgava-se incapaz, mas foi um grande profeta.

Chega de desculpas, lance de corpo e alma nas mãos de Deus e Ele garante a realização da obra.

O que Deus quer de seus filhos

O QUE DEUS ESPERA DE SEUS FILHOS
Mq 6:8

INTRODUÇÃO: Qual é a expectativa de Deus em relação aos seus filhos? Apesar de sempre haver, por parte dos piedosos, os altares reservados a adoração a Deus, de importâncias indiscutíveis, no entanto, pode-se exercitar uma religiosidade ritualmente correta, mas destituída dos fatores mais importantes. Vejamos de acordo com o texto básico, o que Deus espera de seus filhos:

I – HONESTIDADE EM TODAS AS COISAS
“…pratiques a justiça” ou ser honesto é agir corretamente, em total conformidade com a vontade de Deus revelada nas Escrituras Sagradas. Respeitando os detalhes, mesmo os menores.
1 Pedro 2:12 “tendo o vosso viver honesto entre os gentios, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no Dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem”.
Precisamos agir sempre em função do bem, mesmo diante do mal, Rm 12:17 “A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas perante todos os homens”.
Conforme Paulo falou a Timóteo, não só devemos ser honestos, mas orar para que ela se torne realidade em nossa nação, 1 Tm 2:2 “pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade”.
Aqueles que são honestos e praticam a justiça não poderiam ter outra esperança, senão a que possuía o apóstolo Paulo em 2 Tm 4:7-8 “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda”.

II – PRÁTICA DE UMA VIDA GENEROSA
“…ames a beneficência”, isto é, seja generoso, bondoso, amoroso, compassivo e misericordioso.
A bondade é uma característica que Deus espera dos seus filhos. Veja o que Ele disse ao povo em Os 6:6 “Porque eu quero misericórdia e não sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos”.
A base de todos e quaisquer atos de adoração e serviço deve ser o amor. Somente o amor qualifica os nossos atos. O amor precisa ser uma decisão comportamental e nunca um sentimento (sentimento é mutável).
O referencial para nossos atos de generosidade é o próprio Deus, Lc 6:36 “Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso”.
Deus sempre quis que seu povo fosse generoso, Zc 7:9 “Assim falou o Senhor dos Exércitos, dizendo: Executai juízo verdadeiro, mostrai piedade e misericórdia cada um a seu irmão”;
Vejamos a lei da semeadura, fato que ficou claro nas palavras de Jesus, Mt 5:7 “bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”;

III – UMA VIDA DE COMPLETA SUBMISSÃO
“…andes humildemente com o teu Deus”, isto é, seja submisso e obediente a Deus, reconhecendo que sua grandeza e superioridade é incomparável.
A submissão a Deus é o início da vitória sobre as obras do mal, Tg 4:7 “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. Somente uma pessoa em total sujeição a Deus poderá ter autoridade para resistir o mal e alcançar vitória.
Deus possui aversão a qualquer sentimento de arrogância ou soberba, mas promove aqueles que são humildes, 1 Pe 5:5 “Semelhantemente vós, jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”.
O maior exemplo de submissão a Deus foi o próprio Jesus. Em Mateus 11:29 “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma”. Veja ainda Fp 2:5-8 “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz”.

CONCLUSÃO: O nosso sucesso na trajetória da vida depende da nossa disposição em estarmos dentro da esfera da vontade absoluta de Deus, e isto inclui uma vida de honestidade em todas as coisas, a prática da generosidade para com nossos semelhantes e uma completa submissão a Deus.

O homem pertence a Deus

O HOMEM PERTENCE A DEUS
Sl 8:4

INTRODUÇÃO: Depois de haver completado a obra da criação, Deus colocou Adão num jardim aprazível e a ele confiou as coisas criadas. “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gn 2:15).
Deus nunca entregou os direitos de propriedade a Adão ou a outro qualquer representante da raça, mas conservou-os para si mesmo, como Criador. O homem deve satisfações de seus atos a Deus. O ser humano pertence a Deus.

I – POR DIREITO DE CRIAÇÃO
Deus fez apenas macho e fêmea – “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à ima¬gem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1:27).
Esse é um caso definido, pois a palavra do Senhor é bem clara – “Mas agora, assim diz o Senhor, que te criou, ò Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, parque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu” (Is 43:1). “Eu fiz a terra, e criei nela o homem” (Is 45:12).
Ninguém pertence a si próprio, mas A Deus – “Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha” (Ez 18:4).

II – POR DIREITO DE PRESERVAÇÃO
Deus é o provedor e preservador – “Contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo os vossos corações de fartura e de alegria” (At 14:17).
O segredo para uma vida vitoriosa – “Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (At 17:28).
Sem Deus nada podemos fazer – “Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo sub¬siste” (Cl 1:17).
Deus não somente nos criou, ele também nos sustenta na sua providência. Não criou o mundo e o abandonou à sua própria sorte. Pelo contrário, está profundamente interessado em tudo que se passa entre os homens, acompanhando o desenrolar da história e orientando-a para atingir seus propó¬sitos eternos. Não fora um Deus sustentador do Universo e este mundo e a vida humana seriam uma impossibilidade.

III – POR DIREITO DE REDENÇÃO
Redenção é o ato de adquirir pagando um preço – “Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (I Co 6:20).
Qual foi o propósito da redenção? Paulo nos responde: “O qual (Jesus) a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade, e purificar para si mesmo um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tt 2:14).
A redenção é universal e só em Jesus – “Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação” (Ap 5:9).

Fomos criados para glorificar a Deus (Is. 43:7; I Cor. 6:19-20), mas o pecado desviou o homem desse alvo. Era preciso que Deus o restaurasse, libertando-o do pecado, que o separava dele (Is. 59:2). Isso se realizou na pessoa de Jesus Cristo, que se ofereceu como propiciação pelos nossos pecados.

CONCLUSÃO: Um menino tinha feito, com muito esforço e capricho, um barquinho a motor. Satisfeito, brin¬cava com ele à beira do rio, quando, de repente, o barquinho, impelido pela correnteza, lhe escapou das mãos. Triste, o garoto voltou para casa, sem espe¬ranças de tornar a ver o barco, que tanto trabalho lhe custara. Qual não foi seu espanto ao ver o barquinho, certo dia, na vitrina de uma das lojas da cidade. Entrou e insistiu que o barco era seu, mas o negociante disse que só lho daria mediante o pagamento do preço estipulado. O menino voltou ao lar e narrou o incidente ao pai, que lhe forneceu o dinheiro necessário para a compra do barquinho. Célere, dirigiu-se à loja, onde comprou o barco que, de direito, já lhe pertencia. Ao sair, segurando bem firme em seus braços o precioso objeto, exclamou: “Agora você é duas vezes meu: é meu porque foi feito por mim e porque foi comprado por mim.” Assim também nós pertencemos a Deus por direito de criação e por direito de redenção. Quando as correntezas do pecado nos afastaram das mãos divi¬nas, e nos achávamos debaixo do domínio de Satanás, Cristo nos comprou pelo preço do seu sangue.

Certo ou Errado

Quando se faz o que não se devia fazer

Edom não devia ter feito isso e aquilo, mas fez. Eu não devia ter feito isso e aquilo, mas fiz. Você não devia ter feito isso e aquilo, mas fez. Foi um grande erro fazer o que não deveria ser feito. Agora, Edom, você e eu “estamos recebendo o que os nossos atos merecem” (Lc 23.41, NVI).

Quem é Edom? O que ele fez de errado? Edom é Esaú, o irmão gêmeo de Jacó, filho de Rebeca e Isaque. O Edom que fez o que não devia fazer não é a pessoa de Edom, mas os seus descendentes, os edomitas, um povo aparentado com os israelitas. É a eles que se dirige a melancólica reprimenda do profeta Obadias (versículos 12 a 14):

“Você não devia ter olhado com satisfação o dia da desgraça de seu irmão”.
“Você não devia ter se alegrado com a destruição do povo de Judá”.
“Você não devia ter falado com arrogância no dia da sua aflição”.
“Você não devia ter entrado pelas portas do meu povo no dia da sua calamidade”.
“Você não devia ter ficado alegre com o sofrimento dele no dia da sua ruína”.
“Você não devia ter roubado a riqueza dele no dia da sua desgraça”.
“Você não devia ter esperado nas encruzilhadas, para matar os que conseguiram escapar”.
“Você não devia ter entregado os sobreviventes no dia da sua aflição”.

Ao todo são oito “não devia”, mas todos os oito “não devia ter feito” foram feitos por Edom.
A lembrança dos muitos “não devia” realizados, provoca remorso (inquietação de consciência por culpa ou crime cometido), uma dor simplesmente insuportável.

As nossas confissões do “não devia” estão por aí:
“Não devia ter comido da árvore do conhecimento do bem e do mal”.
“Não devia ter me deitado com a mulher de Urias”.
“Não devia ter negado três vezes o meu Senhor”.
“Não devia ter traído sangue inocente”.
“Não devia ter dado meu voto contra os santos quando eles eram condenados à morte”.
“Não devia ter engravidado aquela garota de 15 anos”.
“Não devia ter expulsado minha filha de casa”.
“Não devia ter me iniciado nas drogas”.
“Não devia ter posto fogo naquele índio velho”.
“Não devia ter ordenado o Holocausto”.
“Não devia ter levado a efeito o ato terrorista de 11 de setembro”.
“Não devia ter invadido o Iraque nem torturado os seus presos”.
“Não devia continuar com a política do olho por olho e dente por dente”.
“Não devia ter comprado sem antes fazer um balanço das suas contas”.
“Não devia ter emprestado esse cheque de uma outra pessoa”;
“Não devia ter ultrapassado o sinal vermelho”.
“Não devia ter falado da vida alheia”.

Depois de tantos e vergonhosos equívocos, resta o juízo de Deus. Ou, quem sabe, a sua misericórdia. Para alcançar a misericórdia do Senhor é preciso confessar e pedir perdão a Deus e à pessoa prejudicada, conviver com as conseqüências naturais dos equívocos cometidos e aprender a negar-se a si mesmo para evitar outros “não devia”.

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Oremos…

Dá-me, Senhor,
um coração vigilante que não se deixe desviar de ti por nenhum pensamento leviano,
um coração reto que não aceite ser seduzido por instintos perversos,
um coração livre que não se deixe dominar por nenhum poder maligno.

Dá-me, Senhor,
sensatez para te conhecer,
sabedoria para te achar.

Faze com que minha vida inteira seja do teu agrado.
Tomás de Aquino, 1225-1274