O QUE DEUS ESPERA DE SEUS FILHOS
Mq 6:8
INTRODUÇÃO: Qual é a expectativa de Deus em relação aos seus filhos? Apesar de sempre haver, por parte dos piedosos, os altares reservados a adoração a Deus, de importâncias indiscutíveis, no entanto, pode-se exercitar uma religiosidade ritualmente correta, mas destituída dos fatores mais importantes. Vejamos de acordo com o texto básico, o que Deus espera de seus filhos:
I – HONESTIDADE EM TODAS AS COISAS
“…pratiques a justiça” ou ser honesto é agir corretamente, em total conformidade com a vontade de Deus revelada nas Escrituras Sagradas. Respeitando os detalhes, mesmo os menores.
1 Pedro 2:12 “tendo o vosso viver honesto entre os gentios, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no Dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem”.
Precisamos agir sempre em função do bem, mesmo diante do mal, Rm 12:17 “A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas perante todos os homens”.
Conforme Paulo falou a Timóteo, não só devemos ser honestos, mas orar para que ela se torne realidade em nossa nação, 1 Tm 2:2 “pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade”.
Aqueles que são honestos e praticam a justiça não poderiam ter outra esperança, senão a que possuía o apóstolo Paulo em 2 Tm 4:7-8 “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda”.
II – PRÁTICA DE UMA VIDA GENEROSA
“…ames a beneficência”, isto é, seja generoso, bondoso, amoroso, compassivo e misericordioso.
A bondade é uma característica que Deus espera dos seus filhos. Veja o que Ele disse ao povo em Os 6:6 “Porque eu quero misericórdia e não sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos”.
A base de todos e quaisquer atos de adoração e serviço deve ser o amor. Somente o amor qualifica os nossos atos. O amor precisa ser uma decisão comportamental e nunca um sentimento (sentimento é mutável).
O referencial para nossos atos de generosidade é o próprio Deus, Lc 6:36 “Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso”.
Deus sempre quis que seu povo fosse generoso, Zc 7:9 “Assim falou o Senhor dos Exércitos, dizendo: Executai juízo verdadeiro, mostrai piedade e misericórdia cada um a seu irmão”;
Vejamos a lei da semeadura, fato que ficou claro nas palavras de Jesus, Mt 5:7 “bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”;
III – UMA VIDA DE COMPLETA SUBMISSÃO
“…andes humildemente com o teu Deus”, isto é, seja submisso e obediente a Deus, reconhecendo que sua grandeza e superioridade é incomparável.
A submissão a Deus é o início da vitória sobre as obras do mal, Tg 4:7 “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. Somente uma pessoa em total sujeição a Deus poderá ter autoridade para resistir o mal e alcançar vitória.
Deus possui aversão a qualquer sentimento de arrogância ou soberba, mas promove aqueles que são humildes, 1 Pe 5:5 “Semelhantemente vós, jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”.
O maior exemplo de submissão a Deus foi o próprio Jesus. Em Mateus 11:29 “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma”. Veja ainda Fp 2:5-8 “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz”.
CONCLUSÃO: O nosso sucesso na trajetória da vida depende da nossa disposição em estarmos dentro da esfera da vontade absoluta de Deus, e isto inclui uma vida de honestidade em todas as coisas, a prática da generosidade para com nossos semelhantes e uma completa submissão a Deus.