ANDREW MURRAY – DEDICAÇÃO TOTAL A DEUS

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LEIA AQUI UM RESUMO DE UMA VIDA TOTALMENTE DEDICADA A DEUS. UM ESCRITOR BRILHANTE E DE GRANDE SIGNIFICADO PARA OS EVANGÉLICOS. LENDO SEUS LIVROS VOCÊ MERGULHARÁ NO MAIS PROFUNDO ENSINO DA PALAVRA DE DEUS.

JONATHAN EDWARDS

Jonathan Edwards
(1703-1758)
Por: Christopher Walker

Jonathan Edwards é conhecido, talvez, mais do que tudo por causa de um sermão que pregou em 1741, Pecadores nas Mãos de um Deus Irado. Em 1734, alguns anos depois de assumir o pastorado da igreja do seu avô em Northampton, estado de Massachusetts, EUA, suas pregações foram usadas por Deus para iniciar o Grande Despertamento naquela igreja e região. Posteriormente, o famoso pregador George Whitefield foi o instrumento que ampliou e estendeu este mover em outras partes das colônias norte-americanas.

Na verdade, a grande contribuição de Edwards não foi tanto através de suas pregações. Seu sermão famoso nem foi muito típico da maioria das suas mensagens. Geralmente, falava em tom baixo, com dignidade, porém, com grande ênfase. Sua voz não era muito apropriada para pregar a grandes multidões. Nunca utilizava tons altos ou gestos exagerados para comunicar suas idéias, mas dependia de figuras dramáticas de linguagem e argumentação lógica para convencer seus ouvintes.

Sua grande preocupação durante o Grande Despertamento era mostrar o equilíbrio certo entre a razão e as emoções na experiência com Deus. Apesar da sua formação e tradição que favoreciam mais os aspectos lógico e racional da apresentação da verdade, ele compreendeu e defendeu a importância dos sentimentos e das emoções na conversão e nas outras experiências com Deus. Ao mesmo tempo, também advertiu contra os excessos e perigos das emoções quando estas se tornam o objetivo principal da pessoa ou do movimento.

Acima de tudo, para Edwards e para os grandes pregadores contemporâneos (John Wesley e George Whitefield), o que trazia o mover e o poder de Deus era a pregação inspirada pelo Espírito. Ao ler algumas das pregações destes homens, talvez não sintamos hoje o mesmo efeito que causavam nos seus ouvintes quando foram pregadas originalmente. Em parte, isto é porque não estamos acostumados com o estilo lógico e detalhado que usavam naquela época, quando a pregação mais parecia um tratado teológico. Segundo um relato, uma das mensagens do pai de Jonathan Edwards continha nada menos que 66 pontos!

Qual a explicação, então, para a fantástica reação emocional que ocorreu durante a pregação de Pecadores nas Mãos de um Deus Irado? Na ocasião, havia pessoas gritando e gemendo, sentindo quase que literalmente as chamas do inferno, caindo no chão, desmaiando, incomodadas e extremamente angustiadas enquanto não encontrassem paz com Deus. A cena era como se um furacão tivesse passado no meio de uma floresta. Durante toda a noite seguinte, a convicção de pecados continuou nos lares, onde pessoas buscavam um verdadeiro encontro com Deus. Era como se o dia do Senhor já tivesse chegado.

Uma das chaves, sem dúvida, foi a estratégia inspirada que Edwards usou. Para começar, o sermão foi uma obra-prima de retórica e seqüência lógica, em que todas as saídas naturais para o homem foram metodicamente destruídas, e a pessoa se via sem qualquer chance de escapar da ira de Deus. Entretanto, mais do que isto, Edwards lançou mão de um estilo que era usado com criminosos condenados, logo antes da sua execução, em que o ministro enfatizava seu iminente encontro com Deus e os chamava ao arrependimento. Tais sermões freqüentemente eram publicados e, assim, o povo sabia identificar o estilo com facilidade.

Numa aplicação ousada e chocante, Edwards se dirigiu à sociedade respeitável de uma congregação em Enfield com este tipo de sermão. Enfatizando a vida pecaminosa daqueles que se consideravam membros fiéis da igreja, martelando em seus ouvidos a insegurança de sua posição diante de Deus, que só não os tinha julgado antes por pura misericórdia, ele os estava comparando, com efeito, a criminosos condenados.

Mas embora esta fosse uma estratégia poderosa e eficaz, não era em si a explicação mais importante. Isto fica ainda mais claro quando descobrimos que poucas semanas antes de pregar em Enfield com aqueles tremendos resultados, Edwards pregou a mesma mensagem em sua própria paróquia em Northampton. Pelo que sabemos, a única reação que obteve lá foi que o povo o cumprimentou à porta para dizer-lhe: “Bela pregação, pastor”, antes de ir para casa almoçar.

Assim, na própria análise de Edwards, a palavra pregada é o instrumento essencial que Deus usa para trazer despertamento; porém, é o Espírito que faz a obra e ele sopra aonde quer. Quando ele visita um lugar, entretanto, os efeitos são duradouros. As pessoas se tornam humildes, fiéis, santas e dispostas a orar. As igrejas passam a ser mais intensas na adoração e mais famintas pela Palavra.

De qualquer forma, por mais que a linguagem não nos seja comum e apesar da nossa dificuldade em nos identificar com a cultura da sua época, vale a pena reler este poderoso sermão, pois contém verdades que ainda precisamos ouvir, visto que a mesma situação continua nas igrejas hoje. Assim como lemos as profecias de Jeremias, Ezequiel e outros, podemos ainda ouvir a voz profética de Deus nestas palavras. Talvez, ao ler estas palavras, você fique aflito pensando: “Chega de palavras pesadas! Será que ele não vai mostrar a graça e o perdão?” Mas este, possivelmente, seja nosso problema hoje: Oferecemos a solução para pessoas que ainda não se convenceram do seu fracasso e condenação.

Alguns trechos do sermão Pecadores nas Mãos de um Deus Irado, de Jonathan Edwards, 1741:

Deus não colocou nenhuma obrigação sobre si mesmo, nem fez qualquer promessa de preservar o homem natural do inferno por um momento sequer. (…) De forma que, indiferente daquilo que alguns imaginam ou interpretam a respeito das promessas feitas ao homem natural.., está claro e manifesto que, sejam quais forem os esforços que o homem natural dedicar à religião e sejam quais forem suas orações, enquanto ele não crer em Cristo, Deus não tem obrigação nenhuma de preservá-lo por um instante da destruição eterna.

Portanto, Deus segura os homens naturais em sua mão, suspensos, por assim dizer, sobre o abismo do inferno; eles merecem o abismo de fogo e para lá já foram condenados. Deus foi extremamente provocado, está tão irado para com eles quanto está em relação àqueles que já estão sofrendo a sentença do ardor da sua ira no inferno. Não fizeram nada, por mínimo que fosse, para abater ou aplacar esta ira, nem Deus se obrigou por qualquer promessa a preservá-los por um instante. O diabo aguarda por eles, o inferno está com sua boca escancarada, as chamas crescem e reluzem à sua volta, querendo devorá-los; o fogo reprimido nos seus próprios peitos tenta irromper para fora e, como não têm qualquer interesse em seu Mediador, não há meios ao seu alcance para que obtenham segurança. Em síntese, não há refúgio, nada a que se possam ater – a única coisa que os preserva, de momento a momento, é a mera vontade arbitrária e a tolerância não obrigatória e não comprometida de um Deus inflamado.

A aplicação deste terrível assunto poderá servir para o despertamento de pessoas não convertidas nesta congregação. Isto que acabaram de ouvir é o caso de cada um de vocês que está fora de Cristo. Este universo de miséria, este lago de fogo e enxofre, estende-se ilimitadamente abaixo de você. Lá está o horrível abismo das chamas cada vez maiores da ira de Deus; lá está a boca escancarada do inferno; e você nada tem em que se apoiar, nada em que se possa agarrar, nada entre si e o inferno, a não ser a atmosfera; é apenas o poder e o mero prazer de Deus que o mantém livre disso até o presente momento.

Você provavelmente não está consciente disso; percebe que foi preservado do inferno, mas não vê nisso a mão de Deus; talvez o atribua a outras coisas, como o bom estado do seu corpo, o cuidado que toma da sua própria vida, e os meios que usa para preservar a si mesmo. Mas, de fato, tudo isto é nada; se Deus retirasse sua mão, a proteção humana, que o impede de cair no abismo, não seria maior do que o vazio do ar para sustentar uma pessoa suspensa nele. (…)

A ira de Deus é como muitas águas represadas durante um determinado tempo; aumentam cada vez mais e sobem a níveis progressivamente mais elevados, até que encontrem um lugar de vazão. Quanto mais tempo o ribeiro é represado, mais rápido e poderoso será seu fluxo, no momento em que for liberado. É verdade que o juízo contra suas obras malignas ainda não foi executado; as torrentes da vingança de Deus estão retidas; enquanto isso, sua culpa vem constantemente aumentando, e todos os dias está entesourando mais ira para si mesmo; as águas não param de subir, tornando-se um potencial mais e mais ameaçador… Se Deus somente retirasse sua mão da comporta da represa, ela se abriria com ímpeto e as torrentes inflamadas do ardor e da ira de Deus irromperiam com fúria indescritível, e o inundariam com poder onipotente; e se sua força fosse dez mil vezes maior do que é, sim, dez mil vezes maior que a força do demônio mais robusto e resistente do inferno, não seria nada diante da força desta inundação. (..)

Assim, todos vocês que nunca passaram por uma grande mudança de coração, pelo grande poder do Espírito de Deus sobre suas almas; vocês, que nunca nasceram de novo para se tornarem novas criaturas, e para serem levantados da morte no pecado para o estado de novidade de vida; vocês, que não experimentaram, portanto, a luz nem o fogo do Senhor – sim, todos vocês estão nas mãos de um Deus irado. Não importa que tenham reformado sua vida em muitos aspectos, que tenham sentido emoções religiosas, ou que mantenham atualmente uma forma de religião em suas famílias, em seus aposentos particulares ou na casa de Deus – nada além do mero prazer de Deus o protege de ser neste momento engolido pela destruição eterna.

Não importa que você não tenha convicção agora desta verdade que está ouvindo. Em breve, se convencerá plenamente. Aqueles que foram levados anteriormente em circunstâncias semelhantes às suas já descobriram esta verdade, pois a destruição veio repentinamente sobre a maioria; quando não esperavam nada disso, enquanto diziam: “Paz e segurança”; agora constataram que aquelas coisas das quais dependiam para obter paz e segurança nada mais eram senão ar e sombras vazias.

Fonte: Revista Impacto – Vozes Proféticas do Passado – Por: Christopher Walker

WATCHMAN NEE

Watchman Nee

“É nossa responsabilidade que Deus nos dê luz para podermos reconhecer a poderosa mão do Espírito Santo e disposição de nos submetermos a ela, reconhecendo que tudo o que Ele faz é certo.”

Assim escreveu Watchman Nee, um pastor que por amor a Cristo passou vinte e cinco anos na prisão na China comunista.

Nee converteu-se a Cristo aos 18 anos de idade quando era aluno da Faculdade Trinity em Fu Tchow. Deixou para trás todas as esperanças de uma formação universitária, dedicando-se de corpo e alma ao estudo da Bíblia e ao evangelismo.

Descontente com as igrejas denominacionais, Nee construiu uma igreja com menos formalidades. A congregação de Nee em Xangai logo cresceu, obrigando-o a realizar algumas mudanças – ele dividiu a igreja em 15 grupos familiares. Apelidado de “Pequeno Rebanho”, cada grupo familiar, centrado no evangelismo, consistia de até 200 membros. Nos anos 40 havia 470 grupos afiliados à igreja de Xangai.

Em 1941, com a ocupação de Xangai pelos japoneses, foram impostas restrições sobre os membros da igreja e as finanças foram reduzidas antecipando o que ainda estava por vir. Nee e seu irmão estabeleceram uma empresa farmacêutica para ajudar a complementar as necessidades financeiras da igreja.

Em 1949 o Partido Comunista derrubou o governo nacionalista e proclamou a República Popular da China. No começo, a igreja ficou esperançosa com o novo governo, mas após dois anos a situação começou a mudar quando os comunistas revelaram os seus planos de controlar a igreja.

Através de seu Movimento da Reforma da Tripla Autonomia, o governo visava tornar a igreja auto-governada, auto-sustentada e auto-propagada. Ela foi colocada sob a autoridade da Agência de Assuntos Religiosos, a qual pressionou a igreja a persuadir os missionários a deixarem a China, expurgando do país os “imperialistas’.

Durante esse tempo, os grupos familiares resistiram bravamente a se unir à Igreja Cristã Nacional (sob o controle do governo comunista), considerada como uma organização fantoche. Milhares dos seus membros foram mortos ou feitos prisioneiros. Freqüentemente infiltrada por informantes comunistas, as igrejas eram forçadas a realizar reuniões para encorajar a auto-crítica e a reforma. Os pastores foram acusados de capachos dos estrangeiros e Nee logo foi acusado de liderar um grande sistema secreto que distribuía veneno anti-revolucionário.

Em 1952 Nee foi preso e submetido a quatro anos de “reeducação”. Em 1956 ele outros da membros da igreja foram a condenados a quinze anos de na Primeira Prisão Municipal de Xangai. Ele deveria ter sido posto em liberdade em 1967, durante a Revolução Cultural, mas teve a sentença ampliada, e o governo deu início a outro ataque furioso contra a igreja. Os cultos foram interrompidos e todos os edifícios religiosos deveria ser “secularizados”. Os comunistas prometeram libertar Nee se ele concordasse em não voltar a pregar. Nee não aceitou e foi transferido para outra prisão onde acabou morrendo.

Nee foi um líder cristão extraordinário, cuja visão de uma igreja nacional na China preparou os crentes para a perseguição sob o comunismo. Seus escritos foram traduzidos em vários idiomas, inclusive o português, e estão sendo impressos até hoje. Muitos desses escritos refletem a importância do quebrantamento na vida do cristão – um estado do coração que Nee compreendeu além da palavra escrita: “A menos que sejamos tratados e quebrantados por meio da disciplina, estaremos restringindo Deus. Sem o quebrantamento do homem exterior, a igreja não pode ser um canal de Deus.”

(Adaptado de 70 Great Christians (70 Grandes Cristãos) de Geoffrey Hanks. Citações de A Liberação do Espírito de Watchman Nee.)

CONHEÇA MAIS UM MISSIONÁRIO

João Geddie foi um grande missionário em Novas Hébrias. Pregou e ensinou por longos anos em Aneitium. Faleceu na Austrália em 14 de Dezembro de 1872.
Em Aneitium – por trás do púlpito da igreja, cujo pastorado ocupara por muito tempo, colocaram uma placa com esta inscrição:

“À memória do Dr. João Geddie, nascido na Escócia em 1815. Foi pastor da ilha do Príncipe Eduardo durante sete anos. Foi missionário enviado de Nova Escócia em Anelcuahat, Aneitium, durante vinte e quatro anos. Trabalhou no meio de muitas provas em benefício do povo, ensinou muitos a ler, muitos a trabalhar, e outros a serem professores. Era querido pelos naturais, amado por seu colaborador, o Rev. João Inglis, e honrado pelos missionários das Novas Hébrias e pelas igrejas. Quando desembarcou em 1848, não havia aqui nenhum cristão, quando se retirou em 1872, não havia nenhum pagão”.

JOHN WESLEY – UMA VIDA PRECIOSA

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É de tremenda valia a todos nós nos dias atuais conhecer um pouco da história de um dos fundadores da Igreja Metodista! Um homem de fé e conquistador de vidas para Deus!